Com uma colheita de mais de 133,4 toneladas de arroz, a produção superou com folga os resultados de edições anteriores. Ao todo foram cultivados 15 alqueires, ou 80 hectares, em uma fazenda localizada próximo à Vila São Sebastião. Do plantio à colheita foram aproximadamente três meses. De acordo com o diretor de Agricultura, Itamar Silvestre, o bom resultado se deveu à ombinação favorável de diferentes fatores climáticos. “Foi chuva na época certa e sol na época certa”, explica.
Este ano foram beneficiadas 291 famílias que ofereceram sua força de trabalho como contrapartida ao terreno, insumos, sementes, adubos e acompanhamento técnico fornecidos pela Prefeitura em parceria com a Emater. Para o representante do órgão, o veterinário Osvaldo Marques, o projeto, além de oferecer trabalho e cidadania aos beneficiários, estimula a cooperação. “Na Lavoura Comunitária não se planta apenas grãos de arroz. Planta-se fraternidade, união, progresso. E é isso que nossa sociedade está precisando. Acima de tudo ela representa a dignidade para essas pessoas. É muito bom o pai de família saber que na sua mesa não vai faltar alimento para os filhos”.
Osvaldo ainda ressalta a atenção que Senador Canedo oferece ao produtor, expondo como exemplo o projeto desenvolvido pela administração municipal, que adquire 30% dos alimentos utilizados na merenda escolar dos pequenos agricultores locais. Na ocasião ele ainda entregou ao prefeito Túlio Sérvio um certificado de parceiro da Emater.
Emocionado com a homenagem, o gestor ressaltou a função social da Lavoura Comunitária. “Esse projeto é importante porque dá trabalho, dá dignidade e cidadania às pessoas mais carentes. Ele valoriza o cidadão, aumenta a autoestima. O ganho dos participantes possibilita a eles alimentar suas famílias durante o ano todo, e isso é muito importante. Este ano nós tivemos uma colheita rica, que agradou a todos, com um arroz de excelente qualidade. Então nós temos que parabenizar essas pessoas que acreditaram, e agradecer a Deus por esse resultado”.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico e Agricultura Zélio Cândido na próxima edição a expectativa é de que a produção seja ainda maior. “Este ano tivemos um resultado muito positivo e o nosso objetivo é aumentar ainda mais. A demanda foi grande, tanto que não tivemos condições de atender todas as pessoas que queriam participar. Por isso vamos aumentar a área plantada na próxima edição. Ela deverá chegar a 150 hectares”.
Cada integrante receberá um saco de arroz para cada dia de trabalho. O total de 2% da produção, 78 sacas, serão doadas à Organização das Voluntárias de Goiás (OVG). Participante do projeto desde 1994, o trabalhador da construção civil, Mariano José dos Santos, de 60 anos, conta como o arroz que recebeu este ano vai contribuir para o orçamento de sua família. Mariano recebeu seis sacas pelo serviço de capina que fez na plantação, quantidade que, segundo ele, será suficiente para o seu consumo pelos próximos seis meses. “Agora o dinheiro que eu vou economizar vai sobrar para comprar outras coisas para casa. Para outros alimentos”, explica.

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